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Mama tuberosa: o que é, como identificar e tratar

Publicado em 19/11/2025 por Thiago

Mama tuberosa

A princípio, a mama tuberosa é uma alteração congênita que afeta o formato e o desenvolvimento das mamas. Embora seja mais comum do que muitas mulheres imaginam, poucas sabem identificá-la ou entendem como tratá-la.
Assim, neste artigo, você vai descobrir o que é a mama tuberosa, por que ela acontece e quais são as opções cirúrgicas mais eficazes para corrigir essa condição, devolvendo proporção e naturalidade ao corpo.

O que é mama tuberosa

Primeiro, a mama tuberosa é uma deformidade do desenvolvimento mamário, caracterizada por um formato alongado e constrito, com base estreita e projeção acentuada da aréola.
Depois, durante a puberdade, o tecido mamário cresce de maneira limitada por um anel fibroso que impede sua expansão natural, resultando em uma mama de aspecto “tubular”.

Logo, essa condição pode ocorrer em um ou ambos os seios e apresenta diferentes graus de severidade — desde pequenas assimetrias até casos em que há deformação evidente e hérnia do tecido mamário pela aréola.

Principais características da mama tuberosa

É possível identificar a mama tuberosa por sinais clínicos característicos. Logo, entre os mais comuns estão:

  • Base da mama estreita e alongada;

  • Aréola alargada e projetada para frente;

  • Sulco inframamário alto (a mama parece “pendurada” no tórax);

  • Assimetria acentuada entre os seios;

  • Falta de volume na parte inferior da mama.

Esses sinais podem gerar impacto estético e emocional, especialmente em mulheres jovens, que muitas vezes acreditam estar diante de uma “mama pequena” comum, quando na verdade existe uma alteração anatômica que exige abordagem específica.

Por que a mama tuberosa acontece

A causa da mama tuberosa está relacionada a alterações na formação do tecido mamário durante o desenvolvimento embrionário e puberal.
O crescimento da glândula ocorre de forma incompleta porque um anel de tecido fibroso impede a expansão total da mama sobre o tórax.

Assim, esse processo não está ligado a fatores hormonais, genéticos ou hábitos de vida. É uma condição anatômica de origem congênita, que se manifesta no período da adolescência, quando o corpo passa pelas principais transformações hormonais.

Quando buscar avaliação médica

Muitas mulheres procuram um cirurgião plástico acreditando que precisam apenas de um aumento de mama com prótese, mas a avaliação médica revela a presença de mama tuberosa.
Essa descoberta é importante, pois a correção exige técnicas diferentes da mamoplastia de aumento convencional.

O cirurgião avalia o grau da deformidade, o posicionamento da aréola, a quantidade de tecido mamário e a elasticidade da pele antes de definir o plano cirúrgico.
O diagnóstico é clínico, mas exames de imagem, como ultrassonografia de mamas, ajudam a analisar a estrutura interna e planejar o procedimento com segurança.

Como tratar a mama tuberosa

O tratamento da mama tuberosa é exclusivamente cirúrgico. O objetivo não é apenas aumentar o volume, mas corrigir a base mamária, remodelar o tecido e reposicionar a aréola.
A técnica ideal depende do grau da deformidade e da quantidade de glândula disponível.

Em geral, o tratamento envolve uma combinação de etapas:

  1. Liberação do anel fibroso que prende o tecido e impede o crescimento natural da base da mama;

  2. Redistribuição e remodelagem do tecido mamário, criando um formato arredondado e harmônico;

  3. Correção da aréola, reduzindo o diâmetro e reposicionando-a no centro da mama;

  4. Implante de prótese de silicone, quando necessário, para restaurar volume e simetria;

  5. Ajuste do sulco inframamário, reposicionando-o para a altura ideal.

Essas etapas permitem transformar uma mama tubular em uma mama de aparência natural, com proporções equilibradas em relação ao corpo da paciente.

A importância do diagnóstico preciso

Nem toda mama com aréola grande ou assimetria é tuberosa.
Por isso, o diagnóstico preciso feito por um cirurgião experiente é essencial.
Quando a paciente realiza apenas o aumento com prótese sem corrigir a constrição da base, o resultado pode ficar artificial e o problema, visível.

Com o tratamento adequado, é possível corrigir o formato e a projeção da mama de forma definitiva, com resultados naturais e duradouros.

O papel da prótese de silicone na correção

A prótese de silicone é uma aliada importante na correção da mama tuberosa, especialmente nos casos em que o volume mamário é insuficiente.
Entretanto, o implante não resolve o problema sozinho.
Antes da colocação da prótese, o cirurgião precisa liberar o tecido constrito e criar um novo espaço anatômico adequado.

Após essa etapa, o implante pode ser colocado com segurança, respeitando a forma natural da mama e evitando a aparência de “bola alta” que ocorre quando o tecido permanece preso.

Cirurgia híbrida: uma solução moderna para a mama tuberosa

Em alguns casos, o cirurgião pode associar a prótese de silicone à lipoenxertia, técnica em que a gordura da própria paciente é processada e aplicada em pontos estratégicos da mama.
Logo, essa abordagem é chamada de cirurgia híbrida de mama.

A gordura ajuda a preencher áreas com deficiência de tecido, suavizando o contorno e melhorando a transição entre a mama e o tórax.
Assim, o resultado é mais natural, com curvas suaves e toque mais orgânico, além de corrigir eventuais irregularidades deixadas pela constrição original.

Pós-operatório e recuperação

A recuperação da cirurgia de mama tuberosa varia conforme o tipo de técnica empregada.
De modo geral:

  • A paciente retorna às atividades leves em poucos dias;

  • O uso do sutiã cirúrgico é obrigatório por cerca de 30 dias;

  • Os exercícios físicos podem ser retomados gradualmente após a liberação médica;

  • O resultado definitivo começa a ser percebido após o terceiro mês, quando o inchaço reduz e o tecido se acomoda.

Durante todo o processo, o acompanhamento do cirurgião é essencial para garantir cicatrização adequada e simetria entre as mamas.

Resultados e impacto emocional

Além da transformação física, a correção da mama tuberosa representa um resgate da autoestima.
Muitas pacientes relatam que o desconforto estético afetava a forma como se viam e até a confiança em situações cotidianas.
Após a cirurgia, sentem-se mais confortáveis com o próprio corpo e retomam atividades e roupas que antes evitavam.

Essa mudança mostra que a cirurgia plástica vai muito além da estética: ela devolve segurança, bem-estar e qualidade de vida.

Conclusão

A mama tuberosa exige diagnóstico cuidadoso e abordagem cirúrgica específica.
Quando tratada corretamente, é possível alcançar resultados naturais, simétricos e proporcionais, respeitando o formato do corpo da paciente.

A correção vai além do implante de silicone, envolve reconstrução anatômica e planejamento personalizado.
Com avaliação detalhada, técnica adequada e acompanhamento contínuo, o resultado é previsível, duradouro e transforma não apenas o corpo, mas também a autoconfiança.

Categorias: Blog, Cirurgia de mama, Diversos, Especialidades

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Dr. Thiago Cavalcanti

Quem é e suas especialidades

Dr. Thiago Cavalcanti é um renomado cirurgião plástico, formado pelo Instituto Ivo Pitanguy em 2009, no Rio de Janeiro. Especialista em cirurgia de mama, é referência na técnica R24R, que promove uma recuperação pós-operatória em apenas 24 horas.

Desde o início de sua jornada na medicina em 2003, ele se dedica incansavelmente ao aprimoramento de suas habilidades e ao aprofundamento de seus conhecimentos. Reconhecido por sua abordagem inovadora, Dr. Thiago também é palestrante internacional e educador, tendo participado de eventos e treinamentos em países como Itália, Espanha, Turquia, Suécia e Austrália, sempre em busca das mais avançadas técnicas de cirurgia plástica.

Dr. Thiago Cavalcanti
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